Segurança de sites: guia prático

Manutenção 9 min de leitura Atualizado a 2026-08-07

Registo de segurança com tentativas de entrada e estado de atualizações
A maioria dos ataques é automática, e por isso medidas básicas travam a maior parte.

A maioria dos sites não é atacada de propósito. É encontrada por analisadores automáticos que varrem a internet à procura de vulnerabilidades conhecidas e palavras-passe fracas. Isso é boa notícia, porque significa que medidas básicas travam a maior parte dos ataques.

Este guia percorre essas medidas, aproximadamente por ordem de risco removido por esforço investido.

Acessos: onde começam quase todas as invasões#

Credenciais roubadas ou adivinhadas são a forma mais comum de sites pequenos caírem — mais do que qualquer vulnerabilidade técnica.

  • Autenticação de dois fatores em todas as contas de administrador, sem exceção.
  • Palavras-passe únicas geradas por um gestor; palavras-passe reutilizadas vazam noutro sítio e são testadas aqui.
  • Remova contas de pessoas que saíram e de agências antigas — isto é quase sempre esquecido.
  • Dê as permissões mínimas necessárias; um editor não precisa de ser administrador.
  • Limite tentativas de entrada e bloqueie após falhas repetidas.
  • Proteja também o que está à volta: alojamento, DNS, registador de domínio e e-mail. Perder o DNS é pior do que perder o site.
  • Use SFTP ou chaves SSH, nunca FTP simples com palavra-passe.

O registador de domínio é a conta que mais frequentemente fica sem dois fatores e a que causa mais estragos se cair.

Atualizações e superfície de ataque#

Cada peça de software instalada é uma peça que tem de ser mantida atualizada. O trabalho de segurança mais barato é remover o que não usa.

MedidaPorque conta
Núcleo do CMS atualizadoVulnerabilidades conhecidas são procuradas em dias
Extensões atualizadasA porta de entrada mais comum em sites WordPress
Remover extensões não usadasDesativada não é segura; o código continua lá
Remover temas não usadosMesma razão, ainda mais esquecido
Versão de PHP suportadaVersões antigas deixam de receber correções
Pacotes do servidor atualizadosCabe ao alojamento em planos geridos — confirme
Dependências em código à medidaAs bibliotecas também envelhecem

Aplique atualizações em ambiente de testes e depois teste formulários e, numa loja, o percurso de pagamento. Uma atualização que parte um formulário em silêncio é um tipo próprio de avaria.

Proteção da aplicação e do servidor#

As medidas que cobrem vulnerabilidades técnicas em vez de acessos.

  • Valide e limpe todas as entradas no servidor. Verificação no navegador é conveniência, não segurança.
  • Use consultas preparadas em todo o acesso à base de dados — isto fecha a injeção de SQL.
  • Escape a saída ao apresentar, para evitar scripting entre sites.
  • HTTPS em todo o lado, com HSTS e certificado de renovação automática.
  • Configure cabeçalhos de segurança: Content-Security-Policy, X-Content-Type-Options, Referrer-Policy.
  • Restrinja carregamentos por tipo e tamanho, e guarde-os fora da pasta pública.
  • Desative a apresentação de erros em produção; as mensagens dizem ao atacante o que está a correr.
  • Considere uma firewall de aplicação num CMS com muitas extensões.

Cópias e recuperação depois de uma invasão#

A segurança falha às vezes. O que acontece depois depende inteiramente do que preparou antes.

  1. Guarde cópias fora do servidor. Uma cópia na mesma máquina é cifrada ou apagada com o resto.
  2. Guarde várias gerações. Se a invasão só for detetada duas semanas depois, a cópia de ontem também está comprometida.
  3. Teste o restauro trimestralmente. É o passo que mais frequentemente falta.
  4. Numa invasão: tire o site do ar ou ponha-o em modo de manutenção antes de fazer mais alguma coisa.
  5. Mude todas as palavras-passe — CMS, alojamento, base de dados, FTP, DNS — antes de restaurar.
  6. Restaure a partir de uma cópia anterior à invasão, e atualize tudo antes de voltar a publicar.
  7. Descubra como entraram. Restaurar sem encontrar a causa significa que volta a acontecer.

Numa violação com dados pessoais existem obrigações de notificação com prazos curtos. Saiba antes quem avalia isso, não durante o incidente.

Perguntas frequentes

O WordPress é inseguro?

O núcleo é razoavelmente bem mantido; o risco está quase sempre em extensões, temas e palavras-passe fracas de administrador. Um site WordPress com dois fatores, poucas extensões e atualizações em dia está bem. Um site com quarenta extensões, metade sem atualização há dois anos, é uma questão de tempo.

Preciso de uma extensão de segurança?

São úteis para limitar tentativas de entrada, vigiar ficheiros e enviar alertas, mas não substituem nada da lista acima. Uma extensão de segurança num site com extensões desatualizadas e palavra-passe partilhada não resolve o problema real. Veja-a como detetor de fumo, não como construção resistente ao fogo.

O que faço se o meu site for invadido?

Tire-o do ar, mude todas as palavras-passe incluindo alojamento e DNS, e restaure a partir de uma cópia limpa anterior à invasão. Atualize tudo antes de voltar a publicar, e descubra como entraram — senão repete-se em semanas. Se houver dados pessoais envolvidos, há obrigações de notificação com prazos curtos.

O HTTPS protege o site de invasões?

Não, e é um mal-entendido frequente. O HTTPS cifra o tráfego entre visitante e servidor, o que impede interceção e manipulação em trânsito. Não faz nada contra palavras-passe fracas, extensões desatualizadas ou injeção de SQL. É necessário e completamente insuficiente.

segurança de sitessite invadidosegurança wordpresscertificado sslcabeçalhos segurançaproteger website

Todos os guias

Última atualização a 2026-08-07 por websitedevelopment.biz · Sobre nós

Escrito internamente

Cada guia é investigado e escrito pela nossa equipa editorial, não recolhido de outros sites.

Revisto com regularidade

Cada guia traz a data da última revisão, e publicamos essa data mesmo quando nada mudou.

Sem espaços pagos

Nenhuma agência, plataforma ou programador pode comprar aqui uma menção, uma posição ou uma ligação.

Doze idiomas

Cada guia é traduzido: cada idioma tem o seu URL e a sua data de revisão.

Os seus dados continuam seus

Os briefs nunca são publicados nem vendidos. Partilhamo-los com os programadores correspondentes para que o possam contactar, e dizemos-lhe quem são.